Almas IMORTAIS e Divinas?

Eu sempre me senti atraído por Mitologia Grega, História etc. Por isso filmes que tratam destes assuntos sempre vão me parecer mais interessantes que qualquer outro, mas diante de Imortais (2011) serei obrigado a parafrasear um amigo meu:

Este filme foi um verdadeiro “caruru”

É uma mistura maluca de vários ingredientes (elementos da mitologia) com a criatividade – ou não – dos roteiristas. No final das contas é até agradável aos olhos. Esteticamente o filme é lindo, mas do ponto de vista conceitual achei muito confuso. A história dirigida pelo indiano Tarsem Singh é rasa, mas conquista pela qualidade das imagens, do figurino, da trilha sonora, não pela narrativa nem pelos atores que apesar de belos e com corpos definidos e atraentes (homens e mulheres) não cativam o público.

Até fiquei empolgado quando o filme começo citando Sócrates com a frase: “As almas de todos os homens são imortais, mas as almas dos justos são imortais e divinas”, mesmo que depois eu tenha percebido que a frase guia o enredo, mas não de maneira profunda. Levando ao pé da letra e sendo conciso: o Justo em questão é Theseus (Henry Cavill), camponês que vê o Rei Hyperion (Mickey Rourke) assassinar sua mãe enquanto segue na busca pelo Arco de Épiro ( uma arma capaz de libertar os Titãs, Presos após perderem uma batalha conta os deuses). Após sua captura, Therseu conhece o Oráculo (Freida Pinto) e daí dá pra imaginar o q acontece né?! (mesmo sendo clichê eu não vou falar, pois existem pessoas que não gostam de spoilers e preferem ver o mundo com os próprios olhos – ela fala algo do tipo em uma cena).

No longa existem diversas batalhas há toda hora o sangue de alguém jorra, mas tenho que confessar que gostei de alguns detalhes como o exercito de Hyperion que sempre aparece com máscaras bestiais, gostei da mensagem subliminar. A utilização das cores nos figurinos também me agradou, já que semioticamente falando cada cor tem um significado e elas puderam ser facilmente identificadas como a cor dos Deuses, do Oráculo, do “exército do bem” e o “exército do mal”. é um Fato que Henry Cavill não convence como herói (pelo menos neste filme apareceu chato,tem que ver isso aí né, já que ele é o próximo Superman?!), mas o que REALMENTE foi uma piada foi o “Minotauro”, na minha opinião esta representação de minotauro foi tão ruim que não sei nem como explicar o quão ruim foi.

Pelo que foi exibido o que os roteiristas fizeram foi pegar os nomes da Mitologia Grega (com alguns detalhes da sua história)  pra contar uma história nova na tentativa de ser criativo!

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Arquivado em 3D, Cinema, Filme

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